As experiências vividas têm o seu valor, mas muitas verdades não dão a atenção necessária delas, a ponto de conseguir tirar algo e tomar para si como aprendizado. Dentro da Universidade então, é como se não houvesse importância alguma, se não há uma teoria importante ligada diretamente ligada a determinada teoria, se do contrário é apenas senso comum e descarta-se.
Mas em meio a toda essa construção intelectual dentro da academia, há um professor que valoriza a experiência individual dos alunos, valoriza o debate, e a troca de experiências, vê como um movimento dialético de ouvir e falar/ aprender e ensinar. Em contrapartida outros professores não admitem tais posicionamentos, o rechaçam, excluem, e nisso tudo parte dos alunos o compreendem e os outros também criticam, isso por influência dos outros professores muitas vezes.
Vejo que não há flexibilidade, tendo respeitar isso, pois entendo que o ponto de vista teórico é divergente, mas há grande valor as experiências que esse professor tem a passar para os alunos e quem sabe para outros professores, se permitissem ao menos, pois os mais de 20 anos de experiência em campo não é algo a se ignorar, ainda mais na área social, com minorias, em presídio principalmente. O trabalho da mesma forma que constrói, não me refiro ao emprego, no qual se recebe pela execução, mas do trabalho no sendo de atividade humana, que possibilitou a sociabilidade, a interação social e por conseguinte se tornar de fato humano. Tudo isso dentro das ciências sociais, mas enfim, esse mesmo trabalho também desgasta, esgota, não apenas fisicamente, as condições insalubres também implicam no psiquismo, ver tudo o que acontece, o funcionamento dentro de um presídio, viver isso não é algo que dê para se levar numa boa, principalmente a longo prazo.
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Outro aspecto que vivo sobre experiências, além de acumula-las constantemente, é quando alguém dito experiente, principalmente pela idade elevada, se enxerga como alguém de autoridade maior independentemente do lugar, e dos demais presentes. Valorizar as próprias experiência e dos outros é de suma importância, mas não esquecer que até o final da vida estaremos em estágio de aprendizagem, uma aprendizagem eterna, nunca estamos em total estagnação. É equivocado a ideia de que a partir de tal idade já vivi tudo que tinha que viver, isso é apenas quando se morre de fato, até lá sempre há o que aprender.
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